quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quem tem medo das Redes Sociais?

Por Vilmo Medeiros*

Se tornou usual as empresas criarem suas páginas nas redes sociais para divulgar seus produtos e serviços. Algumas delas usam estas mesmas redes para abrir um canal de diálogo com seus clientes, o que é muito bom. No entanto, diversas outras companhias evitam entrar nesta onda porque não sabem como fazer isso ou porque não possuem equipes capacitadas para gerenciar toda a demanda que poderá surgir desta iniciativa. Até aí nada demais.

O problema é que temos percebido que muitas empresas não desejam participar de uma rede social justamente porque não se pode ter controle sobre elas. Ou seja, o cliente vai lá e publica uma reclamação – justa ou não – e todo mundo fica sabendo. O argumento destas empresas trilha o lado sombrio das relações com os consumidores: a ausência de transparência com o mercado.

Sim, porque, se a empresa pensa e trata seus clientes como algo a ser evitado após a venda feita, ela, na verdade está deixando de ter interatividade com seus consumidores e está perdendo uma grande oportunidade de fortalecer sua marca. Você pode achar que este nosso argumento é puramente uma estratégia de marketing. Pode ser, mas quem tem medo de colocar a cara à tapa não deveria montar uma empresa. O que falta nas empresas atuais é justamente esse acompanhamento dos clientes. Uma venda não pode ser vista como o final da história, quando o negócio é fechado deve-se ter ideia que é apenas o começo.

O objetivo é achar este espaço onde a empresa possa se relacionar com o cliente e esquecer essa atual estratégia de fugir deste ambiente de pós-venda. A procura da empresa atrás do cliente não deve ser receosa. O contato com o cliente não pode ser apenas uma simples newsletter de produtos promocionais. Os problemas, as dúvidas e os elogios fazem parte de qualquer venda em qualquer empresa, e, um lugar para você acompanhar o cliente auxilia na solução de problemas e propagação dos elogios.

Conheço muitas empresas que trabalham para ter seu cliente mais próximo e por isso estão atentas às novidades. Possuem páginas no Twitter, Facebook, Orkut, Youtube e outros canais de mídia que permitem dialogar de alguma forma com o mercado. Sistemas de CRM modernos já estão integrados com as redes sociais e delas recebem não apenas leads, mas também sugestões. Acompanhar as redes sociais é a maneira de saber a satisfação do seu cliente geral ou público alvo, mas ainda sem aquele consumidor específico que foi à loja, comprou o produto e quer se sentir seguro da transação e/ou da mercadoria. O lugar onde você pode agir como uma rede social e ter interligado a isso o seu processo de vendas é a solução para um novo tipo de relação entre cliente e empresa.

Usar uma das redes sociais como as citadas acima para esse tipo de relacionamento pode ser uma bela estratégia, mas ainda não será a específica para o negócio e demandará mais esforço do que resultado.

Os analistas reconhecem: “estamos em uma nova era das relações de consumo”. Tanto que uma nova categoria de consumidor se aglutina em redes sociais com foco na compra de produtos justamente porque desejam trocar ideias com outras pessoas – conhecidas ou não – sobre um determinado produto que está na sua lista de desejos. Obter a opinião das pessoas é importante. Dialogar com elas sobre suas expectativas e experiências é a nova fase do consumo. Coisa que nenhuma loja virtual ainda consegue, pode ou mesmo deseja oferecer. Colocar a cara à tapa não é para qualquer um, é para os verdadeiros empreendedores, que não têm medo dos desafios, das quedas e de levantar novamente para seguir vivos nos mercados.

(*)Especialista em marketing de varejo e diretor da Kactoos, rede social de compras.


A importância da força de vendas no setor de distribuição de TI

Por Marcos Coimbra*

O mercado de distribuição de TI é caracteristicamente dinâmico. A todo tempo, surge um modelo de produto novo que mantém a rotatividade das vendas sempre constante. No entanto, essa característica que, de início, parece ser comercialmente favorável, faz do setor um desafio, em que há permanente preocupação em prospectar, ativar, manter e reaver clientes.

A área de vendas é o ponto de partida e também o ponto final das distribuidoras de TI. É para este setor que os olhos estão voltados a todo momento. O trabalho das demais áreas, por maior qualidade que tenha, só produzirá frutos se estiver voltado ao sucesso da área de vendas, que precisa estar firmemente estruturada com equipe de “consultores”, que desempenham trabalhos que vão além dos realizados por vendedores.

A motivação da equipe de vendas é essencial. Notáveis são os resultados obtidos após campanhas, premiações e ações de reconhecimento do trabalho. Passando a responsabilidade para os vendedores, surgem outras táticas: conhecer bem o seu cliente, oferecer negociações em relação às condições de pagamento e preços, e manter um relacionamento marcado por bons atendimentos. Juntas, essas condições resultam em aumento das vendas, o alicerce da distribuição de TI.

No entanto, todo o poder de persuasão de um vendedor pode se tornar ineficaz se não houver bom direcionamento. Discernir grupos de vendas de acordo com os diferentes perfis de compradores torna o atendimento personalizado, que se adapta às necessidades de cada grupo. Ao contrário dos demais setores e segmentos, disponibilizar um produto de qualidade não basta, pois não se trata de um cliente que vai até uma bancada e que escolhe seus produtos em uma prateleira. O comprador tem necessidades e, de forma complexa, busca por soluções.

Idealize um mundo em que as soluções vêm até você, não seria perfeito? É isso que o setor de vendas de distribuição em TI deve oferecer aos seus clientes, mais que produtos, projetos. Para saber qual é a solução dos problemas do seu cliente é necessário, primeiro, conhecer as suas necessidades. Para isso, é preciso ter a expertise de quem vê no cliente que compra hoje, aquele que manterá suas atividades comerciais na empresa para sempre; É esta a meta. Alguém que merece ter seu perfil traçado, possibilitando um melhor atendimento.

Há empresas que apostam em estratégias como a de CRM, (Customer Relationship Management), que apesar de dar nome a um sistema de gestão, pode ser entendida como uma estratégia comercial, onde é feito um gerenciamento do relacionamento com o cliente. O CRM é composto por etapas, que, quando seguidas corretamente, resultam em aumento das vendas. As etapas consistem na automatização da venda, sistematização dos dados; e a trabalhosa conversão dos dados colhidos em soluções.

Mas na ausência de sistemas que otimizem a compilação dos dados, usa-se o “feeling” do vendedor, que acompanha o histórico do cliente diariamente ouvindo as principais demandas, sugestões, reclamações e elogios, tornando-se uma pesquisa de marketing mais barata que qualquer consultoria possa lhe oferecer. Essas são informações preciosas, e que estarão cada vez mais disponíveis caso o seu time comercial faça um bom trabalho de relacionamento.

Tão importante, a área de vendas é a porta de entrada dos clientes, onde acontece o contato mais estreito. Contato esse que não ocorre entre o vendedor e o cliente, e sim entre o cliente e a empresa, representada naquele momento pelo vendedor. Sem saber, toda a imagem da empresa é construída a partir desse único relacionamento.

*Marcos Coimbra é Vice-Presidente da ABRADISTI, Associação Brasileira dos Distribuidores de TI



Empresas apostam em redes sociais

O mundo corporativo está cada vez mais preocupado em monitorar a sua imagem nas redes sociais. Uma pesquisa com 156 companhias nacionais realizada pela Orbium, empresa especializada no desenvolvimento de softwares para Contact Center, identificou os anseios e metas em relação à gestão da marca/produtos neste tipo de canal.

Participaram do estudo empresas dos setores de serviços, financeiro, tecnologia, comunicação, varejo, benefícios, transportes, automotivo, seguros, imóveis, utilidades, indústria, call center e telecom. Quanto aos cargos dos respondentes, 65% são presidentes, diretores ou gestores de atendimento e marketing; e outros 35% são gerentes de vendas, operações ou tecnologia e analistas em geral.

Do total de empresas consultadas, 70,4% afirmaram que vão investir em ações nas redes sociais imediatamente, enquanto 22,5% mostraram intenção de apostar neste segmento no médio e longo prazo. Apenas 7,1% dos entrevistados disseram que não têm interesse em investir nesse canal de relacionamento.

Do universo pesquisado, 52,1% das empresas consideram muito importante o monitoramento de suas imagens na internet, 43,7% classificam como importante e apenas 4,2% acham irrelevante. Quando questionadas se já realizaram monitoramento de suas marcas nas redes sociais, 57,1% responderam que sim, de forma manual, e 22,9% já o fizeram de forma automatizada.

Além disso, 47,9% das empresas pesquisadas disseram que realizam ou já realizaram campanhas nas redes sociais e 42,3% afirmaram que nunca fizeram, mas possuem interesse. Somente 9,8% das companhias consultadas responderam que não promoveram ações nas redes sociais e que iniciativas dessa natureza não constam de seus planos. Sobre a possibilidade das redes sociais gerarem insights para as empresas, 53,5% das entrevistadas acreditam que elas podem sim contribuir com o negócio.

A pesquisa também questionou as empresas sobre os benefícios do investimento em redes sociais. A pergunta oferecia a possibilidade de marcar mais de uma alternativa. Os resultados apontam que 73,2% das companhias entrevistadas acreditam ser possível detectar e resolver problemas de consumidores por meio dessas ferramentas. Já 71,8% das organizações consultadas afirmaram que as mídias sociais possibilitam analisar de que forma a marca é percebida. Outro objetivo, assinalado por 54,9% das companhias pesquisadas, é a de utilizar essas mídias para acompanhar ações da concorrência. Além disso, 52,1% dos respondentes disseram ser possível analisar a repercussão de notícias da empresa na imprensa, e 46,5% afirmaram que as redes sociais também permitem reconhecer promotores e detratores da marca.




Ciberespionagem cresce 650% em 5 anos nos EUA

Os incidentes na área de cibersegurança nos Estados Unidos cresceram 650% nos últimos cinco anos, alertou a Revista Information Week Brasil (IWB) nesta quinta-feira (13), com base em relatórios divulgados pela Casa Branca.

O levantamento foi feito pelo Departamento de Responsabilidade Governamental (GAO, da sigla em inglês) a partir de relatórios de incidentes de segurança entre as 24 principais agências norte-americanas.

Segundo o informe do GAO, a implementação incompleta dos programas de segurança teve origem nas falhas persistentes no controle de segurança da informação.

China

Nesta quinta-feira (13), a GAO informou que congressistas solicitaram à administração Obama uma resposta através das agências de inteligência sobre a considerada agressiva campanha de ciberataques pela China. Autoridades norte-americanas já acusaram a China de ciberespionagem no passado.

Fonte: Revista Executivos Financeiros

Apple registra lucro de US$ 6,62 bi no 4T do ano fiscal

A Apple anunciou os resultados financeiros do quarto trimestre do ano fiscal de 2011, encerrado em 24 de setembro de 2011. A empresa contabilizou receitas trimestrais de US$ 28,27 bilhões e lucro líquido trimestral de US$ 6,62 bilhões ou de US$ 7,05 por ação diluída.

No mesmo trimestre do ano passado, os resultados no trimestre foram de US$ 20,34 bilhões em receita e de US$ 4,31 bilhões em lucro líquido ou de US$ 4,64 por ação diluída. A margem bruta foi de 40,3%, enquanto no mesmo trimestre do ano anterior foi de 36.9%. As vendas internacionais representaram 63% da receita do trimestre.

A empresa vendeu 17,07 milhões de iPhones no trimestre, o que representa um crescimento de 21% da unidade sobre o mesmo trimestre do último ano fiscal. A Apple vendeu 11,12 milhões de iPads no trimestre, o que representou um aumento de 166% em unidades sobre o mesmo período do último ano fiscal. A empresa vendeu 4,89 milhões de Macs no trimestre, o que representou um aumento de 26% m relação ao ano fiscal anterior. Também foram vendidos 6,62 milhões de iPods, uma queda de 27% em unidades em relação ao ano fiscal anterior.

“Estamos entusiasmados com o nosso desempenho do excelente ano fiscal de 2011, com o crescimento das receitas anuais para US$ 108 bilhões e o crescimento dos lucros para US$ 26 bilhões, disse o CEO da Apple, Tim Cook. “A resposta dos consumidores ao iPhone 4S foi fantástica, vamos entrar em um momento muito forte que são os feriados de fim de ano e nos mantemos realmente estimulados com o nosso fluxo de produtos”, declarou.

Fonte: Executivos Financeiros

domingo, 2 de outubro de 2011

Trabalhe em coisas que valem a pena...

Por Tim O´Reilly

Os princípios de Tim:


■1- Trabalhe em coisas que tenham um significado maior que dinheiro, para você. Essa é uma ótima dica, que acredito muito. E que se você deixar, por mais idealista que comece, vai mudando de rumo. É preciso sempre fazer um “reality check”, verificar qual seu real rumo.

■Pense mais em seus clientes, do que na sua concorrência. Falando sobre isso, ele cita Katy Sierra, que disse “em muitos casos, quanto mais você tenta competir, menos se tornar competitivo”.

■Tenha metas audaciosas, como disse Jim Collins, em Feitas para Durar. Como no livro, empresas que crescem muito, por longo tempo, tem um objetivo maior do que fazer muito dinheiro. Querem mudar o mundo. Há inúmeros exemplos legais.

■Não tenha medo de falhar. Quando você vence um desafio, apenas porque ele é pequeno, você pode piorar. Quando você perde um desafio que era grande demais, você aprende, melhora.

■Se a vida fosse uma viagem de carro, o dinheiro seria a gasolina, sem ele você não vai para frente. Mas a vida não pode ser um passeio por postos de gasolina. Essa é uma metáfora dele, que gostei muito.

■2- Crie mais valor do que você captura. Você precisa ganhar dinheiro, mas para ser sustentável, é preciso que sua rede (clientes, fornecedores, etc) também ganhem dinheiro.

■Um exemplo bom, e exagerado, é do Bernie Madoff, que foi o cabeça de um golpe bilionário no mercado financeiro recentemente.

■Um outro exemplo, positivo, é o Grameen Bank, do “banqueiro dos pobres”. Ele ganha dinheiro com o negócio dele, mas ao ganhar está ajudando aos outros, e muito.

■Não se preocupe se outros ganham dinheiro com seu sucesso. Isso é bom. Ele conta que muitos ficaram ricos aplicando os conhecimentos que ele espalha nos livros editados pela editora O’Reilly. Um ficou bilionário. Ele acha isso bacana. Desconfio que é porque: a-adora o que faz, b-também ganha dinheiro, c-ele tem um estilo de vida bacana.

■Usa a Microsoft como exemplo. Segundo ele, no passado, ela criava mais valor do que capturava. Agora captura mais do que cria. Por isso tanta gente não gosta da MS atualmente. Diz que ela precisa se reinventar, focando em capturar valor, mas criar mais do que coleta para si própria. Achei bem pertinente esse exemplo. O Google pode estar indo pelo mesmo caminho.

■Desenvolva algo simples, e faça com que evolua, melhore com o tempo.

■3- Mire no longo prazo. Não pense apenas no hoje e no amanhã. Pense em dez anos. Pense no que você vai lembrar quando estiver velho.

■A vida passa muito rápido. Nunca ninguém falou no leito de morte que queria ter passado mais tempo no escritório, ou que se arrependia de não ter ganhado mais dinheiro. Como diz o título de um dos filmes mais antigos que já vi, “Do mundo nada se leva”.

■Os EUA, onde ele vive, passa por uma crise. Não apenas financeira, mas de realidade. Uma bolha de realidade. Nos últimos anos, muitos ganharam dinheiro (e muito) apenas em esquemas (legais, mas não sustentáveis) de especulação. Sem criar valor.

Para finalizar, e resumir. Tim O’Reilly é o fundador e CEO de uma das principais editoras de tecnologia dos EUA. Além de livros, edita livros eletrônicos, realiza conferências e programas de treinamento. Seu slogan e mantra é: “Changing the world by spreading the knowledge of innovators“.



Sorte ou Azar...só o tempo dirá

Um jovem agricultor foi para a cidade assistir a uma cavalaria passar. O capitão da cavalaria percebeu que o garoto estava entusiasmado com tantos cavalos passando pelas ruas. Ele se aproximou e perguntou se o rapaz queria de presente um potrinho. O jovem não hesitou em aceitar a oferta.

Chegando em casa, pai e filho fizeram um curral e colocaram o potrinho. O vizinho vendo a movimentação, falou com o pai:

- Seu filho é um menino de sorte, ele foi ver a cavalaria e ganhou de presente um cavalinho.

O pai respondeu:

- Sorte ou azar, somente o tempo dirá.


O tempo passou o potrinho se tornou um cavalo e vendo a cancela do curral aberta, fugiu. O vizinho aproximou-se do pai e disse:

- Seu filho é de azar, o cavalo foi embora.

O pai respondeu:

- Sorte ou azar, somente o tempo dirá.

Passando algum tempo o cavalo volta rodeado de cavalos selvagens. Cavalos selvagens não têm donos. O vizinho aproximou-se do pai e disse:

- Seu filho é de sorte. O cavalo trouxe outros cavalos para dentro do seu curral.

O pai respondeu:

- Sorte ou azar, somente o tempo dirá.

Um belo dia, ao tentar domesticar um cavalo selvagem, o filho caí e quebra a perna. O vizinho novamente fala com o pai:

- Interessante, seu filho foi para a cidade, ganhou o potrinho, o potrinho virou um cavalo, ele fugiu e trouxe vários cavalos. O jovem vai domesticar o cavalo selvagem e quebra a perna. Seu filho é de azar.

O pai respondeu:

- Sorte ou azar, somente o tempo dirá!

Veio a guerra e todos os filhos dos fazendeiros foram convocados para ir a combate. Somente o filho do fazendeiro não foi para a Guerra.

Tem situações que acontecem dentro de uma empresa, que pensamos ser azar, principalmente quando é trocada a liderança. Quando na verdade pode ser um começo de sorte e oportunidades. Saiba lidar com as mudanças indesejáveis que acontecem na sua vida e tire proveito de cada uma delas.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Casamento uma união que pode dar certo!!!

Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.

Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter o casamento por tanto tempo.

Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo. Como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.

Hoje em dia o divórcio é inevitável. Não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.

O segredo do casamento não é harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar. se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo, no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar. Voltar a cortejar, voltar a se vender seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?

Sem falar nos inúmeros quilos se se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos em um único mês, porque vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso só pode ser feito sem que você separe do seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos delas (e talvez os seus), são seus próprios moveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separá se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro, e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar estes pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos da união anterior.

Não existe esse tal “estabilidade do casamento”, nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por ai tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

Autor: Sthephen Kanitz

A remuneração influencia a superação de desafios?

Os fatores que interferem direta ou indiretamente na performance dos profissionais tem levado ao surgimento de várias vertentes de estudos no campo organizacional. Há, por exemplo, quem defenda que a motivação do indivíduo, não importa o segmento em que ele atua, vem de dentro para fora. Ou seja, a pessoa torna-se responsável por estar ou não satisfeita e cabe a ela tomar ações que impactem no seu dia a dia. Por outro lado, existem os que afirmam que a empresa deve realizar ações que permitam ao funcionário ver novos horizontes na sua rotina de trabalho e, dessa, maneira, garanta a retenção de talentos.

Tanto a primeira quanto a segunda alternativa ganham adeptos no meio corporativo. Para as empresas que optam por investir em estímulos motivacionais, o incentivo aos funcionários pode ser evidenciado através das chamadas remunerações extras com base nos resultados. Ou seja, o profissional tem seu salário garantido ao final de cada mês, mas a partir de uma iniciativa da companhia, um incentivo pode ser acrescentado com base na superação de metas pré-determinadas. Quem acredita nesse tipo de incentivo é a Percepttiva - agência de publicidade que atual há 16 anos nos mercado, com matriz no estado do Rio de Janeiro e escritórios nas cidades de Belo Horizonte/MG e Brasília/DF.

Há dez anos que a "remuneração extra" foi instituída pela Percepttiva, explica Eduardo Ribeiro, sócio-diretor de operações da empresa, como forma de incentivar os profissionais a superarem desafios e, ao mesmo tempo, possibilitar à empresa uma alternativa eficaz para reconhecer o esforço das pessoas pela busca constante de resultados melhores.

Vale ressaltar que as metas mensais são repassadas no início do ano para cada colaborador, através de reuniões conduzidas dos gestores. Geralmente, no 15º dia do mês seguinte, os colaboradores são informados sobre os resultados e caso seja percebido que os mesmos serão insatisfatórios, os líderes reunem-se com suas equipes para traçar estratégias e encontrar uma solução para reverter a situação considerada negativa.

"Além dos líderes que sempre estão atentos aos resultados, acompanho o controle mensal bem detalhado, que chega às minhas mãos através de duas ferramentas. A primeira tem como base o faturamento e a segunda tenho acesso, quando o setor financeiro me envia todo o início de mês o Demonstrativo do Resultado do Exercício e o Flash, tudo o que foi recebido, do mês anterior para avaliação dos resultados. Isso, inclusive, facilita o controle sobre a inadimplência", cita Eduardo Ribeiro.

Graças à iniciativa de remuneração extra, os funcionários podem receber valores que variam de 300 a 2 mil reais de comissão, dependendo das metas conquistadas. Já o pagamento do benefício sempre ocorre no dia 15 do mês seguinte, pois primeiro é preciso realizar o "fechamento" do mês anterior e conferir todas as informações com calma, para que não ocorram erros nos cálculos.

A implantação do processo - Quando a diretoria da empresa optou por adotar a remuneração extra para os funcionários, sabia que não seria um processo tão simples e rápido. Diante disso, a companhia optou por contratar uma consultoria e isso acrescentou para a Percepttiva a oportunidade de amadurecer muito em termos de Gestão de Processos e de Pessoas. De acordo com Eduardo Ribeiro, essa decisão tornou-se um diferencial para o êxito da iniciativa, já que os profissionais receberam o apoio da consultoria e em meses, a prática estava funcionando bem e gerando benefícios para quem atuava na organização.

Talentos encantados - Eduardo Ribeiro comemora o fato da longa permanência dos colaboradores no quadro da organização. "Profissionais que vêem a empresa crescer e, ao mesmo tempo, crescem com ela, por que iriam sair?", questiona. Quando indagado sobre a importância de se adotar iniciativas como essa, o sócio-diretor de operações diz que ações dessa natureza reduzem a distância existente entre as divisões hierárquicas, uma vez que permite a formação de uma equipe mais coesa e motivada. Para ele, o reconhecimento torna-se fundamental porque os funcionários motivam-se e todos têm a percepção de que uma empresa que divide seus lucros com eles mostra credibilidade e comprometimento com o capital intelectual.

Na filosofia de gestão da Percepttiva, a adoção de iniciativas dessa natureza é fundamental para manter os índices de satisfação interna positivos. "Trabalhamos muito sob pressão, até em virtude do nosso ramo de atuação, lidamos diariamente com prazos curtos e momentos de estresse. Por isso, o benefício em cima dos resultados é um prêmio, uma conquista por todo o esforço envolvido. Dessa forma, conseguimos um ambiente interno melhor, mais produtivo e profissionais satisfeitos", sinaliza, ao enfatizar que a permanência de tempo dos colaboradores na agência é significativa e alguns funcionários estão na empresa há mais de 15 anos. Inclusive, a empresa conta com um plano de carreira e um exemplo claro dos resultados pode ser conferido através de vários exemplos. A empresa possui estagiários que tiveram ascensão e hoje são gerentes e até mesmo diretores. O funcionário mais antigo da casa ingressou como office-boy e atualmente está à frente da diretoria de um departamento.

Gestão de RH e homoafetividade: mudanças sutis no trato com as pessoas

Desde épocas remotas homens e mulheres têm lutado por direitos fundamentais e vitais e a partir do momento que os magistrados e a sociedade abriram os olhos para o universo homossexual, esses direitos deixaram de ser exclusividade de homens e mulheres para serem também de todos aqueles que fazem das empresas fonte de renda, riqueza e lucro.

Um dos temas mais debatidos atualmente é a questão homoafetiva e a busca por igualdade de direitos. No contexto atual a sociedade voltou-se para discutir, opinar e repensar esse assunto delicado, polêmico e ainda repleto de preconceitos.

O dia 05 de maio de 2011 tornou-se uma data história para os brasileiros, pois nesse dia o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu os direitos resultantes da união entre homossexuais, passando a tratar esse relacionamento como uma unidade familiar. O reconhecimento de direitos de casais gays foi unânime e a ministra Cármen Lúcia afirmou que "contra todas as formas de preconceitos há a Constituição Federal".

Todos sabem que a opção sexual de qualquer indivíduo pertence somente a ele, e principalmente no ambiente organizacional esse não deve ser fator motivador de exclusões, demissões ou qualquer tipo de diferenciação. Porém, na prática a história é bem diferente. A quantidade de ações trabalhistas movidas na justiça por homossexuais demonstra como as pessoas estão mais esclarecidas dos seus direitos e como as empresas sabem pouco ou quase nada sobre o colaborador homoafetivo.

O teor dessas ações envolve desde a forma como o colaborador é recebido na empresa pelos seus superiores (às vezes com desprezo e indiferença), até agressões verbais, psicológicas e físicas. Há casos em que o colaborador percebe que a merecida promoção ou aumento de salário não foram concedidos por causa da sua opção sexual.

Para a Procuradora do Trabalho, Dra. Thereza Cristina Gosdal o preconceito constitui uma atitude interior do indivíduo ou grupo, uma ideia pré-concebida acerca de algo ou alguém. O preconceito conduz à discriminação e, normalmente, está relacionado à ausência de conhecimento sobre a realidade do outro, do diferente. Segundo Thereza Cristina é o que acontece, por exemplo, quando deixamos de contratar uma pessoa com deficiência, por entendermos que não tem a desejada capacidade laboral, avaliando-a por suas limitações, não por suas habilidades.

Os conflitos decorrentes da opção sexual do colaborador envolvem aspectos muito sutis e até complexos. Dentre esses aspectos podemos citar: a imagem da empresa perante a sociedade, o papel social e familiar da empresa e os próprios valores organizacionais.

No ambiente organizacional que envolve culturas e valores tão variados, surge esse novo perfil de cliente interno e com todas essas mudanças morais e sociais aparece também a dúvida: As organizações e os gestores estão realmente preparados para atender esse novo público?

O trabalho evoluiu muito rápido e suas exigências ficaram cada vez mais complexas. Os gestores de RH passaram a ser agentes direitos de transformação e do diálogo (organização x pessoas), portanto, devem sempre observar se as diretrizes da empresa, seu posicionamento e as políticas de RH abrem margem para preconceitos, constrangimentos ou exclusões. Para tantos cabe aos gestores conhecerem a fundo a Constituição Federal, as Leis Trabalhistas, as normas dos planos de saúde, previdenciários e seguros de vida, bem como revisar fichas cadastrais, traçar o perfil organizacional e multiplicar a necessidade de respeitar a diversidade e os indivíduos como eles são.

Hoje um dos maiores desafios para os gestores de RH é o de integrar de forma harmônica pessoas tão diferentes (no seu jeito de pensar o que é certo ou errado), com o jeito de ser da organização e de seus líderes. Esse desafio também serve para que as empresas se diferenciem no mercado, mantenham o clima organizacional favorável e retenham os melhores talentos.