sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Viagens de incentivo em campo

Quando se fala em futebol, é impossível não pensar em todos os títulos mundiais conquistados pela seleção brasileira e nos investimentos feitos em nossos jogadores. A Copa do Mundo de 2010 e os preparativos para os jogos de 2014, além das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, colocaram não apenas os atletas sob todos os holofotes, mas também o próprio país. Desde que foi anunciado como sede de competições, o Brasil tornou-se a bola da vez.

O futebol tem o poder de gerar um patriotismo que raramente é percebido nas ruas e nas casas brasileiras. Quando é que vimos, com tanta frequência, nossa bandeira e as cores verde e amarela espalhadas pelos quatro cantos desse país como veremos a partir de agora e até o final dos jogos na África do Sul? A imagem do “Brasil apaixonado” já está estampada nos jornais, nas roupas, nos bares e na face de cada brasileiro. Copa do Mundo em 2010 é pauta de tudo – do noticiário e da propaganda em horário nobre às rodas de amigos e festas de família.

A paixão nacional pelo esporte e a admiração pelos craques e por sua fama meteórica levam milhares de pessoas a acompanhar o campeonato mundial de perto. Mas como a realidade da maioria dos milhões de brasileiros apaixonados pelo esporte está bem longe de permitir viagens internacionais e ingressos caros, assistir aos jogos da Copa transforma-se apenas em sonho. Um sonho bom, mas muito distante.

Para se ter uma ideia de quantos brasileiros conseguem assistir a um jogo da Copa do Mundo fora do país, a maior parte da cota de ingressos destinada ao Brasil foi adquirida por empresas, para ações promocionais, de marketing de relacionamento e incentivos. Ou seja, bancar uma viagem que une lazer, jogos da seleção e que pode durar cerca de um mês realmente é algo tão difícil de alcançar que acaba se tornando uma das nossas maiores aspirações e desejos.

Craques e craques

Assim como os jogadores de futebol que buscam a superação, com os melhores passes, jogadas e, consequentemente, a vitória, muitos de nós podemos fazer parte desse time seleto de profissionais que vence barreiras, alcança resultados expressivos e... assiste aos jogos do Brasil na Copa. Muitas viagens de incentivo, em ano de Copa, invariavelmente são para o país onde acontecem os jogos. É a realização em dobro de um sonho: ganhar uma viagem internacional e ver seu país jogar um campeonato mundial com grandes chances de ser campeão. Um forte motivador para a geração de resultados!

Um prêmio como esse pode levar a linha de limite de um profissional muito além do esperado. Ele vai buscar novas formas de se superar e vai encontrá-las. Assim como somente as principais seleções participam da Copa do Mundo, apenas as equipes vencedoras recebem um incentivo desse porte. Não é falta de criatividade das agências sugerir esse tipo de ação. É senso de oportunidade e expertise em mensurar resultados.

O outro lado

As viagens de incentivo baseadas na Copa do Mundo, porém, não conseguem seguir algumas regras básicas aplicadas às outras viagens de mesmo formato. Normalmente, os prêmios são concedidos a grupos que recebem serviços exclusivos, em períodos de baixa estação, com possibilidade de levar acompanhante e têm uma negociação mais atrativa, ou seja, melhores serviços por um custo menor. As viagens para a Copa, por exemplo, excluem os acompanhantes que, na maioria dos casos são esposas que não querem assistir aos jogos. Além disso, não é possível garantir a excelência da viagem, pois ela poderá ser acompanhada por filas, falta de ingressos, eliminação da seleção e hotéis e restaurantes lotados, entre outros imprevistos.

Mas será que é possível garantir a segurança da marca, incentivar e encantar quem ajuda a sustentá-la? Até que ponto vale à pena premiar um grupo vencedor e supermotivado com uma viagem que pode resultar em arranhões à imagem da empresa, por conta de eventos inesperados? Mas, também, por que não enfrentar esse desafio e correr o “risco” de gerar motivação, identificação e boas lembranças por anos, caso o Brasil seja hexacampeão?

Fonte: RHCentral.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

55 Motivos para votar em José Serra


1º José Serra tem experiência política, foi deputado federal, secretário de planejamento e da economia no governo Montoro, senador, ministro do planejamento e da saúde no governo FHC, candidato à presidência da república pelo PSDB, prefeito da maior cidade do país e depois foi eleito governado do maior e mais rico estado do Brasil.

2º Lutou e luta pela democracia participou de movimentos sociais pela democracia como as “Diretas Já”, não aceitou a ditadura e lutou contra os militares, sendo assim, obrigado a se exilar no exterior.

3º José Serra já deu aulas em grandes universidades brasileiras como a UNICAMP, é formado em economia no Chile (Concluiu em 1972) e em doutorado de economia na grande Cornell University nos EUA (Concluiu em 1977).

4º Foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) em 1963

5º Enquanto deputado federal, José Serra instituiu o que veio a ser o Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, para o financiamento do seguro-desemprego com uma fonte de recursos sólida e permanente, fazendo com que o benefício começasse a ser efetivamente pago no Brasil.

6º José Serra no governo Montoro como Secretário de planejamento e economia comandou a recuperação financeira do estado para garantir investimentos em transporte, saúde, educação, meio ambiente e saneamento.

7º Ainda no governo Montoro Serra estabeleceu com o governador uma relação de confiança. Adotou práticas democráticas para reverter o déficit público, a desorganização administrativa e a baixa estima dos servidores. Em parceria com João Sayad, da Fazenda, reorganizou as finanças e o orçamento e reativou a área social, especialmente educação e saúde. A retomada da construção do metrô, das hidrelétricas e a hidrovia Tietê-Paraná marcaram um governo realizador.

8º Serra se destacou tanto no governo Montoro, que foi apresentado a Tancredo Neves (Governado de Minas Gerais), e foi convocado para coordenar a comissão para o seu programa de ação de governo.

9º José Serra participou da sua primeira eleição se candidatando como deputado federal foi eleito com 160.868 votos pelo MDB (antigo PMDB) e foi um dos 559 integrantes da Assembléia Nacional Constituinte. Sua atuação teve como foco o desenvolvimento do Brasil, a proteção do trabalhador desempregado e a preocupação com o bom uso dos recursos públicos, para investir em programas sociais e o fortalecer o país.

10º Serra ainda como constituinte teve participação ativa como relator dos capítulos de orçamento, tributação e finanças, onde aplicou o que aprendeu em seus estudos de economia na América Latina e nos Estados Unidos. Foi campeão na apresentação de emendas: 208. Articulador competente, ele conseguiu o apoio de diversos partidos e aprovou 130 delas.

11º O trabalho de Serra como deputado federal foi reconhecido por todos os trabalhadores do Brasil e principalmente pelos mais pobres, pelo digno trabalho em 1990, José Serra foi reeleito deputado com quase 340 mil votos.

12º José Serra foi ministro do Planejamento (1995-1996) e ministro da Saúde (1998-2002). No Planejamento, foi responsável por programas fundamentais para o desenvolvimento da região Nordeste, como o Prodetur e o Proágua. E batalhou dentro do governo pela política que estimulou a expansão e modernização da indústria automobilística no Brasil. Serra deixou o ministério para concorrer à prefeitura de São Paulo em 1996. Voltou dois anos depois como ministro da Saúde. Nessa pasta fez uma gestão marcante, pela qual foi incluído no “ministério dos sonhos” eleito pela revista World Link, do Fórum Econômico Mundial, em 2002.

13º Ainda como ministro Serra promoveu uma reforma administrativa e cortou gastos desnecessários nas estruturas estaduais e no sistema de compras para aumentar os recursos de hospitais e postos, especialmente no Norte e Nordeste. Assim conseguiu concluir obras paradas e reequipar centenas de unidades de saúde em todo o Brasil. Combateu a corrupção, colocou em dia os pagamentos do Sistema Único de Saúde e criou uma linha direta com os usuários, por carta e pelo telefone para avaliar a qualidade do atendimento e prevenir fraudes.

14º Serra criou a Bolsa Alimentação para 1,4 milhão de famílias pobres, programa de transferência de renda que seria fundido com outros no atual Bolsa Família. Multiplicou por três o número de agentes de saúde comunitários e por cinco as equipes da Saúde da Família. Ampliou o tratamento gratuito de câncer. Promoveu o maior programa de capacitação de enfermeiros da América Latina, o Profae, e diplomou 225 mil auxiliares de enfermagem em todo o Brasil.

15º José Serra como ministro de Saúde organizou e promoveu a maior campanha de combate a AIDS do país, foi reconhecida internacionalmente e adotada por vários países.

16º Em 2004, José Serra foi eleito prefeito da cidade de São Paulo no 2º turno com 3,3 milhões de votos, derrotando Marta Suplicy do PT, que deixou a prefeitura em má situação financeira. Serra conseguiu uma economia de R$ 450 milhões com

21º Eleito em primeiro turno em 1º de outubro de 2006, com mais de 12 milhões votos, José Serra assumiu o governo de São Paulo comprometido com a inovação. O governo Serra se destacou pela prioridade dada ao meio ambiente, ao salto de qualidade na saúde, à expansão da educação profissional, ao investimento inédito na cultura e ao ambicioso plano de melhoria de transportes.

22º Uma trajetória das realizações de Serra do Governo de São Paulo:-
Saúde

23º Serra instalou em todo o estado uma rede de Ambulatórios Médicos de Especialidades – AMEs. O paciente realiza consultas com médicos de diferentes especialidades e faz os exames na mesma hora. Em três anos e três meses, foram entregues 25 AMEs. Até o fim de 2010 serão mais 15, atingindo a meta traçada no início do governo.

24º A saúde em São Paulo também melhorou com dez novos hospitais. Um dedicado ao câncer é o maior da América Latina.


25º A rede de reabilitação Lucy Montoro atende a 4 milhões de portadores de deficiências

26º Serra ativou no estado os mutirões do coração e de mamografia que havia promovido no Ministério da Saúde.

27º O estado bateu recorde em transplantes. Acabou a fila de gente à espera de uma córnea. Agora São Paulo ajuda nos transplantes de outros estados.

28º Com ajuda da tecnologia, o resultado dos exames de imagem sai em até uma hora.

29º Serra já entregou uma fábrica de vacinas e outra de medicamentos.

30º Manteve sua batalha contra o cigarro, aprovando uma lei que proíbe o fumo em locais fechado: um exemplo seguido em outros estados. Quem trabalha em bar e restaurante ganhou mais saúde. E a população aprovou a medida.

31º Aumentou o programa de remédios de graça. Já são 67 tipos de remédios fornecidos pelo Dose Certa.
32º A parceria do estado com prefeituras está melhorando a prevenção da dengue.

33º A mortalidade infantil caiu.

34º Existem programas especiais para a saúde do idoso.


Educação

35º Na educação básica, além de premiar por mérito as equipes escolares mais comprometidas com a aprendizagem, Serra investiu na construção e manutenção da rede de escolas estaduais, bem equipadas. Foi quase um bilhão em obras, criando 30 mil empregos.

36º Quase todas as cinco mil escolas têm computador e Internet. E fornecem livros e material de primeira para o aluno levar para casa.

37º Serra se propôs a garantir maior qualificação profissional para a juventude paulista e, ao mesmo tempo, atender a demanda dos empreendedores e do mercado de trabalho, investindo no desenvolvimento regional e do país.

38º Superou as próprias metas: criou mais 213 escolas técnicas e 49 faculdades de tecnologia, o dobro do início da gestão. No total, 220 mil alunos, também o dobro de vagas, em menos de quatro anos. Ensino de graça e de qualidade, para os jovens da capital e do interior conquistarem um bom emprego.


Trabalho

40º São Paulo tem o maior salário mínimo do país – piso de R$ 560,00 – e conta com uma super agência de empregos, que funciona pela Internet. Sem pagar nada, as empresas cadastram as vagas no Emprega São Paulo. Em geral são 20 mil oportunidades por mês. De pedreiro, carpinteiro, corretor, tudo quanto é profissão, na maioria das cidades. Quem procura trabalho, também se inscreve pelo computador. Ou vai a um posto de atendimento do trabalhador.
Cultura

41º A cultura nunca recebeu tantos recursos e atenção. Foi o orçamento que mais cresceu no governo de São Paulo.

42º Serra reformou museus e criou bibliotecas públicas modernas. A Biblioteca São Paulo, no Parque da Juventude tem jogos, CD e DVD.

43º A Virada Cultural agora chega ao interior de São Paulo. Este ano, com 700 apresentações de música, teatro e dança em 29 cidades para um milhão e meio de pessoas.


45ºPara quem quer ser artista, há as escola de Circo, de Dança e de Teatro, de graça. Além das Fábricas de Cultura, para a juventude da periferia.
Solidariedade

46º A área social mudou de patamar com a criação da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Com políticas públicas para atender novas demandas da população.

Meio Ambiente

47º Serra apostou na radicalização da política ambiental de São Paulo e adotou uma agenda comprometida com o desenvolvimento sustentável.

48º Com um investimento recorde de R$ 65 bilhões, o estado vem priorizando o saneamento e a política ambiental. As obras garantem água tratada, rios despoluídos, praias limpas, mais parques, ciclovias e saúde.

49º Uma lei estadual pioneira é voltada para a redução em 20% das emissões de gases do efeito estufa.

Transportes

50º O investimento em transportes atingiu R$ 21 bilhões, incluindo a conclusão do trecho sul do Rodoanel e a Nova Marginal, que desafogaram o trânsito da região metropolitana.

51º As dez melhores estradas do Brasil estão em São Paulo, porque Serra e seus antecessores investiram o dinheiro das concessões de pedágio na segurança e modernização das rodovias. Na maior parte do país as estradas estão esburacadas. Em São Paulo estão bem conservadas e sinalizadas. Resultado: cai o número de acidentes, mortes e feridos; cai o custo do trsansporte rodoviário de carga e de passageiros.

52º Com novos trens, novos equipamentos de operação e segurança, reformas nas estações antigas e construção de novas estações, a centenária malha de trens urbanos vai ganhando padrão de qualidade idêntico ao do metrô e se integra cada vez mais e melhor aos outros meios de transporte, por meio do Bilhete Único Integrado e da construção de bicicletários junto às estações.


Austeridade

53º Os recursos para tantas melhorias vieram de uma política fiscal inovadora: a combinação da redução de impostos de setores que geram mais empregos, com o combate à sonegação, com ajuda do consumidor. A Nota Fiscal Paulista sorteia prêmios e devolve parte da arrecadação. E já entrou na rotina do cidadão.

54º Em 31 de março de 2010, José Serra se afastou do cargo para disputar a presidência da República, sendo substituído por seu vice, Alberto Goldman, que segue o mesmo rumo no Governo de São Paulo.

55º José Serra deixou o governo de São Paulo com uma aprovação recorde no estado; 58% dos paulistas aprovaram seu governo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Outsourcing e parceria - Por Roni de Oliveira Franco *

O outsourcing ganha força no Brasil, mas enfrenta processo de consolidação no mercado. Alguns fatores podem ser atribuídos a este cenário ainda de incerteza.

A falta de conhecimento sobre o significado do outsourcing é o principal deles. O conceito centra-se na terceirização de algumas áreas dentro de uma empresa que não representa o core business da organização – a chamada atividade-meio. O mais habitual no Brasil tornou-se implementar o outsourcing de TI (Tecnologia da Informação) e de BPO (Business Process Outsourcing; terceirização de processos de negócios) – este último envolve a parte contábil, fiscal e financeira.

Outro item importante refere-se à questão da redução de custos. Muitas empresas ainda acreditam que, ao contratarem uma empresa de outsourcing, o maior ganho será este. Porém, se enganam quando apostam tudo nessa premissa. A qualidade do serviço prestado é fundamental, pois ela acarreta eficiência – e é isso que provavelmente trará a tão sonhada diminuição de despesas e desperdício.

Dentro desse contexto, a parceria nesse campo se torna fundamental. A contratada ter experiência e profissionais qualificados para atender as demandas exigidas são uns dos maiores benefícios na aplicação do conceito. No entanto, faz-se necessário que se combine entre as parte envolvidas como o serviço se procederá e quais facilidades terão para os ajustes necessários ao longo do processo – não se introduz terceirização sem que progressos sejam feitos ao longo do contrato e que exigem envolvimento direto da contratante para evolução do trabalho e alcance dos resultados.

Pesquisa recente da Management Tools and Trends (2009) mostrou que o outsourcing é reconhecido como uma ferramenta de gestão.

Ou seja, por conta deste dado, já podemos perceber que os executivos em todo o mundo estão verificando a verdadeira importância da contratação de uma empresa de outsourcing para ajudar a administrar os negócios. E não deverá ser diferente no Brasil a médio prazo.

O crescimento de outsourcing será gradual e, como qualquer outro serviço, quando houver um aumento expressivo de demanda, já se poderá observar com mais clareza o funcionamento adequado de parcerias dentro do conceito.

* Roni de Oliveira Franco é sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios.

E-mail: roni@trevisan.edu.br
Fonte: Executivos Financeiros

Bolsa X Aposentadoria * Salomão Santos

Quando se fala em investimento a longo prazo no mercado financeiro, é impressionante como a primeira associação não se dá às ações na Bolsa. Mas, apesar da não lembrança, essa é uma forma de investimento que deveria ser considerada pela maioria dos brasileiros para a tão sonhada aposentadoria.

Nos dias de hoje, mais e mais pessoas se tornam executivos mais cedo, e não têm tempo de cuidar dos seus investimentos. Aí é que entra a tal previdência privada, formato mais difundido diante desse perfil de público. Muitos procuram seus gerentes, seus bancos para investir o dinheiro. Acabam fazendo os chamados produtos de prateleira. Aqueles prontinhos, saídos dos fornos das grandes instituições. Porém, será que no médio e longo prazo, isso é realmente o que o jovem procura?

Por exemplo, um investidor jovem e bem sucedido, e que já tenha conquistado um patrimônio expressivo, poderia diversificar seus investimentos em ações e, dependendo do perfil, colocar de 20 a 30% do seu dinheiro de longo prazo em ações diretas. E a grande vantagem é que a decisão será baseada em orientações fundamentadas em números reais e simulações de mercado.
E por que em ações? Vamos fazer algumas considerações básicas. Primeiro, o Brasil, em 10 a 15 anos, será um País de pessoas predominantemente mais velhas. Mas, também será um País em que o crescimento econômico poderá ser mais consistente, mais sólido, e poderemos figurar entre as maiores economias do mundo, e isso já nos próximos 5 a 6 anos. Assim, a nossa economia poderá estar aquecida para nossos jovens e, principalmente, para nossas empresas. Portanto, investir em ações é um grande negócio para o futuro.

Fazendo uma breve retrospectiva, quem empregou dez mil reais em 1995 em papéis como a Petrobrás, em 2009, logo após a maior crise dos últimos 70 anos –que foi em 2008-, tinha aproximadamente R$400.000 pela estatal de petróleo, e em ações do Itaú, perto de R$600.000. Ou seja, se fizermos as contas, em comparativo com uma Poupança, ou Fundo de Renda Fixa, os ganhos em Bolsa teriam sido muitas vezes maiores nesse período de 14 a 15 anos em Bolsa.

Antes do Lula presidir o Brasil, em 2002, o Ibovespa chegou a bater próximo dos 9.500 pontos, e hoje está nos 70.000 pontos, o que dá aproximadamente uns 640% no período de oito anos. Em números, um investimento de dez mil reais teria chegado, hoje, a aproximadamente R$ 74.000.

Dessa forma, acreditamos que nossas empresas estarão maiores e mais sólidas nos próximos anos, com um ingresso maior de investidores na Bovespa, como a mesma inclusive projeta, podendo chegar a cinco milhões de investidores pessoas físicas em 2015. Lógico, além do aumento do ingresso de volumes de estrangeiros no País. Isso tudo nos traz um cenário muito interessante olhando para frente.

Se o investidor pensar em relação ao seu futuro, é necessário diversificar seus investimentos em imóveis, bancos, negócios. E ele pode fazer tudo isso em Bolsa. Se ele quer participar dos lucros de uma grande empresa imobiliária, na qual veja perspectivas excelentes, ao invés de comprar um imóvel, esperar a sua valorização e sua liquidez, ele pode comprar ações dessa companhia. Os bancos poderão se tornar maiores, vendendo mais crédito para um País claramente promissor, e o investidor poderá participar desses lucros. As empresas de varejo, hoje, que se tornam grandes atrativos na Bolsa, poderão ser empresas maiores ainda nos próximos anos, com o aumento de renda e emprego que o Brasil já apresenta neste ano.

Isso tudo vem corroborar com a ideia de que a Bolsa é a melhor diversificação de investimentos que o investidor pode ter. Ele investe na empresa, através de uma análise bem estruturada, e pode ganhar no médio e longo prazo acima de uma previdência normal de renda fixa. Ele sabe no que está investindo, e no que as companhias atuam. Isso faz com que o investidor se sinta seguro. Inclusive, apenas para citar, Warren Buffet, usa dessa visão quando investe seus altíssimos volumes de sua empresa em uma companhia. Ele as enxerga no médio e longo prazo. Por isso, algumas das frases dele são tão importantes: “encare a compra de ações como se estivesse comprando a empresa toda”; “seja sócio de quem você não gostaria de ser concorrente”; “encare a compra de ações não pensando no preço que ela está, mas sim nos fundamentos e desempenho que essa empresa projeta em seus lucros”.

Ou seja, aposentadoria é algo que se deve pensar como investimento, e não simplesmente como um dinheiro que retornará no futuro, assegurando o sonhado conforto financeiro depois de uma vida toda de trabalho.

Salomão Santos é economista pela PUC São Paulo, com MBA pela FGV, atua com investimentos no mercado financeiro há quase 20 anos e é diretor de operações da iCash Investimentos, uma empresa Private Invest, registrada na CVM –Comissão de Valores Mobiliários
Fonte: Executivos Financeiros

Redes Sociais chegam aos Bancos

Desde ontem (7) o Banco Santander Brasil amplia seu relacionamento com os clientes, abrindo uma página na maior rede social do mundo, o Facebook. O banco já atuava no twitter e o YouTube.

No Facebook o banco tem a intenção orientar financeiramente os clientes, de formar um canal permanente de perguntas e respostas. Os internautas registram suas dúvidas no site e os especialistas do banco responderão. A plataforma utilizada permitirá criar um histórico com as perguntas mais recorrentes, organizadas por blocos para facilitar a busca.

Os clientes participantes do Facebook também poderão manifestar suas necessidades em solucionar alguma ocorrência bancária. A equipe de atendimento do Santander identificará os participantes e fará o contato para conhecer e resolver o problema.

A conta do Facebook terá o nome de Santander Brasil, além de espaços para vídeos e informações sobre outros assuntos, como sustentabilidade e cultura. No twitter, o banco já tem mais de 13 mil seguidores e faz uma média de 350 interações semanais, com índice de resolução de ocorrências e dúvidas de 84%. No Brand Channel do YouTube, já são mais de 120 mil acessos em 2010.
Fonte: Executivos Financeiros

Fênix, o símbolo da ressurreição

Segundo Plutarco, um filósofo grego que viveu por volta do I século de nossa era, a Fênix era um pássaro mítico de origem etíope que teria penas brilhantes, douradas e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior que uma águia.

No final de cada ciclo de vida, que durava cerca de 500 anos, esta ave entraria em combustão com o calor do próprio corpo, em uma pira funerária criada por ela mesma, construída com ervas e especiarias aromáticas. Durante seu próprio funeral a ave cantava para si mesma. De suas cinzas surgia um ovo de onde nasceria uma nova ave. Após o seu nascimento, a nova ave levaria os restos de seu progenitor até o altar do deus sol, localizado na cidade egípcia de Heliópolis.

A Fênix pode ser entendida como o símbolo da ressurreição, do renascimento da vida. Assim como o sol nasce todos os dias, o ser humano possui ciclos de vida, de renascimentos. Vivemos lutos simbólicos em algumas destas fases. Ao entrar na adolescência, vivemos o luto de nossas infâncias. Ao sair da escola, vivemos o luto da adolescência. Na faculdade, ou em nosso primeiro emprego, vivenciamos a entrada no mundo adulto e, ao mesmo tempo, o luto pela dependência de nossos pais. Ao sair da casa de nossos pais, vivemos o luto desta dependência de nossos genitores. Ao casarmos, vivemos o luto da nossa vida de solteiros. Ao termos filhos, vivemos o luto da vida a dois. Mas também vivemos um luto quando trocamos de trabalho.

Ao longo de nossas vidas vivemos lutos e renascemos constantemente, deixando para trás um modo de vida e assumindo novas formas de viver. Alguns de nossos sofrimentos advêm justamente desse momento de transição, quando deixamos de ser quem somos e ainda estamos construindo uma nova maneira de estar-no-mundo.

Porcos Espinhos - Schopenhauer



Um grupo de porcos-espinhos ia perambulando num dia frio de inverno. Para não congelar, os animais chegavam mais perto uns dos outros. Mas, no momento em que ficavam suficientemente próximos para se aquecer, começavam a se espetar com seus espinhos. Para fazer cessar a dor, dispersavam-se, perdiam o benefício do convívio próximo e recomeçavam a tremer. Isso os levava a buscar novamente a companhia uns dos outros, e o ciclo se repetia, em sua luta para encontrar uma distância confortável entre o emaranhamento e o enregelamento.

Quem tinha um grande calor interno preferia ficar afastado do grupo e, com isso, causava e deparava com um mínimo de incômodo.

Essa fábula, usada por Freud em um dado momento de sua obra, nos mostra quanto é difícil lidar com as pessoas. Ao mesmo tempo, nos dá esperança de encontrar um espaço que possa nos aquecer e nos dar a segurança necessária para vivermos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O momento atual do São Paulo

A nação tricolor anda incomodada com a atual gestão do Sr. Juvenal Juvêncio e não é para menos. No futebol vive-se de resultado e este ano não tem sido dos melhores para nós tricolores. Hoje talvez na geração mais antiga de torcedores talvez paire a insegurança quanto ao retorno do período de 1995 a 2004 que foi um período onde tivemos times que pouco conquistaram para a sala de troféus do clube. Tudo em nome de uma reforma estrutural do Morumbi e construção do CT da Barra Funda e do REFFIS. Pois agora, eis que surge um Projeto que requer do São Paulo Futebol Clube e de seus parceiros, altos investimentos para que mesmo não sediando a Copa de Mundo de 2014, este projeto coloque o estádio num patamar de conforto e modernidade semelhante ao dos grandes templos do futebol mundial. Se destinarem recursos do futebol e da venda de jogadores para este projeto quem ganhará e quem perderá com esta decisão estratégica será o torcedor e a marca São Paulo Futebol Clube e sua meta de crescimento de apaixonados até 20XX que terá conforto e acessibilidade mas terá um time talvez sem qualquer competitividade a nível sulamericano por algum tempo, impactando no crescimento desta massa por conseqüência.

Diz-se muito pelos lados do Morumbi que vão agora apostar na base, que é a hora dos meninos mas a que peso? Quantos Kakás, Brenos, Alex Silvas, etc surgem e quanto tempo levam (se levam) para retornar em títulos ao seu clube formador. Esperaremos apenas o retorno financeiro do investimento? Se sim, tomara que o torcedor vista-se de paciência. Se não; precisamos torcer para que a mudança de gestão traga boas novas o que num clube de conselheiros chamados “cardeais” parece hilário que se espere boas novas em cabeças sexagenárias como as atuais cabeças. Pessoalmente não creio nesta base que o São Paulo diz que tem. Repito, pessoalmente. Certo é que Mazola, Henrique, Lucas Gáucho, Diego,Wellington, Lucas Marcelinho, José Victor, Aislan, Bruno Uvni, etc precisam de algumas chances. De um trabalho continuado de confiança para até vermos se vão ou não repetir o sucesso conquistado na base e agora nos primeiros passos como profissionais. É pagar para ver e acho o paulista o melhor momento para isto, bem como o resto deste brasileiro. Quem for virar, vai...com oportunidade irá conquistar o seu espaço agora e se consolidar como atleta profissional até o final do paulista. Quem não se estabelecer como bem disse Rogério Ceni “deve procurar um outro clube para jogar”. Acho precipitada a avaliação de que Lucas Marcelinho seja uma jóia, um craque, um jogador diferenciado ou o nosso meia tão sonhado. Oscila como todos os jovens mas na prática este Brasileiro dirá muito sobre ele. Para mim é mais um Sérgio Mota.

Outro ponto que tem sido muito discutido e ventilado na imprensa em geral é a contratação de um treinador. Já lançaram vários nomes causando no torcedor uma sensação de alivio e depois decepção. Também pudera, outrora tivemos Telê Santana e depois dele como dizia o Kid Abelha “os outros são os outros e só” mas precisamos de alguém vencedor. Diziam agora que o contratado seria o bom Dorival Júnior mas Juvenal desmente. Ontem tivemos a demissão de Wanderley Luxemburgo, para muitos ultrapassado, para outros em má fase mas confesso que gostaria de ver este casamento independente das conseqüências. Digo isto, porque já tem um tempo pós Telê Santana que eu e grande parte da torcida tem o desejo de vê-lo no comando tricolor até para de repente tirar de vez a idéia de um possível projeto de grande sucesso da
cabeça se for o caso. Mas todos sabem Juvenal não gosta da forma de trabalho de Wanderley. Mas vejamos, dentro das chances de classificação para a Libertadores olhando o caminho do São Paulo e de seus concorrentes diretos sejamos honestos está quase impossível. Porque um presidente que não contrata um meia depois de estar na direção do clube (Diretor de Futebol e Presidente) a mais de 5 anos, só contrata jogadores em litígio gastaria 1 milhão de reais em salários por 3 meses para um treinador(R$ 300 mil/mês), tendo o Baresi de R$ 30 mil reais ou um pouco mais com o mesmo resultado ou seja Copa do Brasil? Porque? É uma economia de orçamento bastante considerável. Eu não concordo com esta economia porca (nada haver com nosso arqui rival) porque entendo que estes três valiosos meses seriam muito úteis para que o
novo treinador pudesse planejar, testar e desenvolver jovens da base ou mesmo os veteranos identificando aqueles que poderiam compor o planejamento de 2011. Mas não sou eu quem decide e sim o Juvenal Juvêncio. Do ponto de vista de entrega de mandato em abril e dos resultados financeiros apresentados nesta entrega ele está coberto de razão. Com um
resultado financeiro já comprometedor até pelas suas próprias trapalhadas tudo que ele quer agora é encerrar 2010 no mínimo empatando ou com algum lucro líquido. Isto daria uma boa visão dele e de sua administração com os cardeais é “dane-se” o torcedor e sucessor no comando tricolor. Como administrador Juvenal não está errado, mas como torcedor aja
paciência de nossa parte!!!!!

Resta-nos agora acompanhar as próximas semanas e os próximos jogos e torcer para que algo mude e alguém venha de fato comandar o tricolor. O bom moço Sérgio Baresi é trabalhador, corajoso e muito polido mas ainda não é treinador para o maior do mundo e creio...nunca será. Suas substituições quase sempre são equivocadas, suas variações táticas as vezes beiram o absurdo e suas escalações oscilam demais jogo a jogo mas seus resultados são sim uma realidade. Realidade que levará nosso tricolor no máximo a Copa do Brasil e com sorte estaremos no grupo do Feliz 2011 antes que nos faltem 5 rodadas para o final do brasileiro. Quero dizer que com o cenário atual mantido antes que nos faltem 5 rodadas já estaremos
sem quaisquer chances de Libertadores.

Por fim, resta-me dizer de Rogério Ceni nosso ídolo. Acho triste e lamentável que um jogador deste nível, vencedor tenha que disputar Copa do Brasil e Brasileiro ano que vem para tentar uma vaga no ano de 2012 na Libertadores e talvez conquistar seu último sonho com a camisa do tricolor que é como dito por ele mesmo “mais uma Libertadores e mais um Mundial” é Capitão...acho que você terá que suar muito como sempre e ter uma imensa paciência. Mas como nós você é mais um....torcedor!!!!

A escolha do seu colchão


Por acaso você já acordou cansado, com dores nas costas, etc ? Talvez seja bom dar uma atenção especial no espaço em que repousa, antes que problemas maiores surjam.

Qual Melhor Colchão, e o que avaliar na hora de comprar ?
Já virou moda nas grandes cidades escutarmos de tudo na hora que se vai comprar um novo colchão, são as mais variadas opiniões de diferentes vendedores, em tantas lojas que não sabemos o que levar em conta na hora de escolher um bom colchão.

O objetivo deste texto é deixar o consumidor informado na hora de escolher o colchão, pois ele pode influenciar diretamente na qualidade de sua vida, para o bem ou para o mau.

Dicas para Comprar Colchão
1) Fique atento no Preço

Se o vendedor for honesto ele irá lhe propor o que é adequado, na maioria das vezes o melhor colchão da loja, com alta tecnologia, materiais caros, etc. Lembre-se que isso tem um custo é não é dos mais baratos.

Leve em conta que se escolher um colchão muito barato isso pode acabar gerando problemas, mais cedo ou mais tarde.

2) Loja ou Fabricante ?

Fique atento nesse quesito, pois empresas de colchões abrem e se fecham muito facilmente. Os mesmos são comercializados em muitos locais: shoppings, lojas, centros comerciais, feiras, etc. A margem de lucro dos fabricantes na maioria das vezes são bastante parecidas, porém é normal que um fabricante forneça para diversas empresas, o mesmo produto, entretanto com nomes diferentes e que chegam ao consumidor final com preços bem diferentes.

Uma dica é procurar saber tudo antes que efetue a compra, se possível pesquise o nome das empresas no PROCON para ver se consta alguma reclamação. Além disse saiba que o consumidor tem 7 dias, segundo o Código de Defesa do Consumidor, para cancelar a compra, após esse período será praticamente impossível conseguir seu dinheiro de volta.

Nem sempre a marca mais famosa é a melhor escolha, a propaganda que vemos na televisão, faz com que muitos pessoas acreditem que os produtos são realmente bons.

3) Garantias

Outra coisa a se fazer na compra de um colchão é checar o certificado de garantia do produto, antes de levá-lo para casa.

Não acredite nas mentiras que muitos vendedores falam só para conquistar e fazer mais uma venda, uma das conhecidas são aquelas que falam das propriedades fungicidas e bactericidas, que normalmente são bem aceitas nas propagandas, porém quase nenhum colchão é seguro nestes pontos, pois o “tratamento” muitas vezes não passa de uma leve película de agentes químicos colocados sobre o tecido (espécie de impermeabilização muito comum em sofás) que acaba cedendo com o sentar e deitar, pouco tempo depois.

Hoje em dia, encontram-se no mercado os colchões ortopédicos, que são aqueles muitos duros (alguns são vendidos no mercado com madeira dentro), ou colchões moles, feitos de espuma barata e comercializados até mesmo em supermercados. O verdadeiro colchão ortopédico é firme, porém não se sente a rigidez, permite o descanso das articulações e alinhamento correto da coluna.

É bom salientar que alguns colchões possuem elementos elétricos para vibrar, aquecer, mover e que a garantia destes componentes é independente e normalmente de um ano. Portanto mais uma vez, analise bem a empresa que escolherá para efetuar a compra.

4) Brindes, Ofertas Especiais, Trocas

Não deixe se iludir com brindes, presentes, ofertas especiais na hora da compra, não deixe que a sensação de estar “ganhando” alguma coisa lhe suba para cabeça. Todos sabem que os produtos têm custo de fabricação e comercialização que muitas das vezes impedem tais promoções aconteçam.

Caso a loja te ofereça “travesseiros” de brinde na hora da compra do colchão, ou algum outro brinde, lembre-se que é porque o preço real do colchão é muito baixo com materiais ruins, e na realidade estão apenas vendendo esses produtos/brindes incluindo-os na sua compra, mas no final das contas você pagará por eles.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A responsabilidade subsidiária na gestão de prestadores de serviços


O Artigo 7º da Constituição Federal de 1988, assegura aos trabalhadores as garantias necessárias para a mínima condição de estado de dignidade. Exemplo disso, é a garantia de salário nunca inferior ao mínimo legalmente instituído.

Em decorrência do processo de globalização, as empresas em geral sentiram-se na necessidade de adequarem-se às mudanças, no sentido de reduzir custos operacionais, incluindo-se aí, a redução nos salários, bem como a redução de empregados com registro em carteira.

Não bastasse a complexa atividade do julgador e de sua responsabilidade perante à sociedade, no Brasil é comum a adoção de empresas terceirizadas, as quais, flagrantemente afrontam a legislação trabalhista, assim como a Carta Magna.

Com o fim de conferir-se um padrão jurídico ao fenômeno da descentralização do trabalho, o Tribunal Superior do Trabalho editou a Súmula nº 331, de modo que a terceirização passou a ser considerada lícita, limitando no sentido de que esta não atinja a atividade-fim da empresa, preservando, ainda, uma responsabilidade “subsidiária” da empresa tomadora dos serviços.

No entanto, o critério jurídico adotado tem provocado a confusão no direito do trabalho: primeiro porque, para diferenciar a terceirização lícita da ilícita, partiu-se de um pressuposto muitas vezes não demonstrável, qual seja, a diferença entre atividade-fim e atividade-meio. É plenamente inseguro tentar definir o que vem a ser uma e outra; segundo porque a definição jurídica estabelecida afastou-se da própria realidade produtiva, ou seja, sob o pretexto de regular o fenômeno da terceirização, acabou legalizando a mera intermediação de mão-de-obra, que era considerada ilícita, no Brasil, conforme orientação que se continha o antigo Enunciado nº 256, do Tribunal Superior do Trabalho; terceiro porque muito embora trate a terceirização como técnica administrativa para possibilitar a especialização dos serviços empresariais, não vincula a legalidade da terceirização a qualquer especialização.

Isto tem permitido, concretamente, que empresas de mera prestação de serviços sejam constituídas.

Está “na moda” a contratação de empregados por empresas interpostas, especialmente na área de Telefonia. São elas que mediante contrato com a tomadora (empresas de telemunicações), realizam as atividades-fim da empresa.

Exemplo disso, são os serviços de instalação de telefones residenciais; pacotes que incluem tv digital; Internet etc., executados pelos chamados “Irlas” (Instaladores e Reparadores de Linhas e Aparelhos), profissionais responsáveis pelas ligações de novos acessos (números) e consertos, que prestam serviços para as empresas prestadoras de serviços às de Telefonia.

Os técnicos, geralmente desprovidos de qualquer garantia trabalhista, são contratados sem registro em carteira, pois assim, torna-se fácil driblar o judiciário com as freqüentes alegações das empresas terceirizadas e tomadoras, de que não houve vínculo empregatício, uma vez que o funcionário era autônomo.

É cediço que os requisitos essenciais necessários para a configuração do vínculo de emprego são: remuneração (onerosidade); subordinação; pessoalidade; continuidade (habitualidade); e alteridade. Sendo que, Remuneração significa trabalho em troca de salário normalmente fixo e sempre periódico (por hora, dia, semana, quinzena, mês, etc.); subordinação liga-se ao recebimento e cumprimento de ordens dadas pelo patrão; pessoalidade é a impossibilidade de haver substituição do empregado; continuidade é a condição de não ser eventual, trabalhando em dias e horários determinados e alteridade relaciona-se ao fato do empregado não assumir o risco do negócio em que trabalha, ou seja, prestar serviços por conta alheia(2).

Os requisitos do contrato de trabalho estão previstos no artigo 3º da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.

Distingue-se da figura do empregado, o profissional denominado autônomo, que não é subordinado (não recebe ordens), exercendo suas atividades com autonomia de vontade e assumindo os riscos do seu próprio negócio. A subordinação jurídica é o requisito essencial para se diferenciar o empregado do trabalhador autônomo, sendo que os outros requisitos acima citados também podem ser encontrados no trabalho autônomo.

O contrato de trabalho, independentemente de sua forma ou denominação, é aquele em virtude do qual uma pessoa se obriga a prestar a outra um trabalho pessoal subordinado, mediante o pagamento de um salário.

Segundo NASCIMENTO, o contrato individual de trabalho tem uma estrutura na qual é fundamental: a subordinação, entendendo-se como tal à situação em que uma pessoa física se põe, na qual compromete-se a prestar serviços para outra, que tem o poder de direção sobre a sua atividade, independentemente do resultado da mesma. Portanto, “presente à subordinação ficam afastadas as outras figuras”.

Com relação ao Técnico em telecomunicações, este é obrigado a trabalhar em ambientes de risco, porém sem a devida compensação, pois as instalações são, geralmente efetuadas em prédios; telhados e, ainda, próximas as redes de transmissão de energia elétrica.

Com efeito, numa eventual demissão, o agora “desempregado” enfrenta uma árdua batalha. A primeira delas é o recebimento das verbas rescisórias, pois no caso de não pagamento, o ex-funcionário fica numa chamada “sinuca de bico”, ou seja, nem a tomadora de serviços, nem a empresa terceirizada querem assumir as responsabilidades, devendo o trabalhador procurar amparo no Poder Judiciário, para que este, condene tanto uma quanto outra, subsidiariamente a pagar os haveres trabalhistas, além de regularizarem-se o vínculo empregatício; o registro na CTPS e ainda, a procederem aos recolhimentos de natureza previdenciária.
Fonte: RH Central