quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ciberespionagem cresce 650% em 5 anos nos EUA

Os incidentes na área de cibersegurança nos Estados Unidos cresceram 650% nos últimos cinco anos, alertou a Revista Information Week Brasil (IWB) nesta quinta-feira (13), com base em relatórios divulgados pela Casa Branca.

O levantamento foi feito pelo Departamento de Responsabilidade Governamental (GAO, da sigla em inglês) a partir de relatórios de incidentes de segurança entre as 24 principais agências norte-americanas.

Segundo o informe do GAO, a implementação incompleta dos programas de segurança teve origem nas falhas persistentes no controle de segurança da informação.

China

Nesta quinta-feira (13), a GAO informou que congressistas solicitaram à administração Obama uma resposta através das agências de inteligência sobre a considerada agressiva campanha de ciberataques pela China. Autoridades norte-americanas já acusaram a China de ciberespionagem no passado.

Fonte: Revista Executivos Financeiros

Apple registra lucro de US$ 6,62 bi no 4T do ano fiscal

A Apple anunciou os resultados financeiros do quarto trimestre do ano fiscal de 2011, encerrado em 24 de setembro de 2011. A empresa contabilizou receitas trimestrais de US$ 28,27 bilhões e lucro líquido trimestral de US$ 6,62 bilhões ou de US$ 7,05 por ação diluída.

No mesmo trimestre do ano passado, os resultados no trimestre foram de US$ 20,34 bilhões em receita e de US$ 4,31 bilhões em lucro líquido ou de US$ 4,64 por ação diluída. A margem bruta foi de 40,3%, enquanto no mesmo trimestre do ano anterior foi de 36.9%. As vendas internacionais representaram 63% da receita do trimestre.

A empresa vendeu 17,07 milhões de iPhones no trimestre, o que representa um crescimento de 21% da unidade sobre o mesmo trimestre do último ano fiscal. A Apple vendeu 11,12 milhões de iPads no trimestre, o que representou um aumento de 166% em unidades sobre o mesmo período do último ano fiscal. A empresa vendeu 4,89 milhões de Macs no trimestre, o que representou um aumento de 26% m relação ao ano fiscal anterior. Também foram vendidos 6,62 milhões de iPods, uma queda de 27% em unidades em relação ao ano fiscal anterior.

“Estamos entusiasmados com o nosso desempenho do excelente ano fiscal de 2011, com o crescimento das receitas anuais para US$ 108 bilhões e o crescimento dos lucros para US$ 26 bilhões, disse o CEO da Apple, Tim Cook. “A resposta dos consumidores ao iPhone 4S foi fantástica, vamos entrar em um momento muito forte que são os feriados de fim de ano e nos mantemos realmente estimulados com o nosso fluxo de produtos”, declarou.

Fonte: Executivos Financeiros

domingo, 2 de outubro de 2011

Trabalhe em coisas que valem a pena...

Por Tim O´Reilly

Os princípios de Tim:


■1- Trabalhe em coisas que tenham um significado maior que dinheiro, para você. Essa é uma ótima dica, que acredito muito. E que se você deixar, por mais idealista que comece, vai mudando de rumo. É preciso sempre fazer um “reality check”, verificar qual seu real rumo.

■Pense mais em seus clientes, do que na sua concorrência. Falando sobre isso, ele cita Katy Sierra, que disse “em muitos casos, quanto mais você tenta competir, menos se tornar competitivo”.

■Tenha metas audaciosas, como disse Jim Collins, em Feitas para Durar. Como no livro, empresas que crescem muito, por longo tempo, tem um objetivo maior do que fazer muito dinheiro. Querem mudar o mundo. Há inúmeros exemplos legais.

■Não tenha medo de falhar. Quando você vence um desafio, apenas porque ele é pequeno, você pode piorar. Quando você perde um desafio que era grande demais, você aprende, melhora.

■Se a vida fosse uma viagem de carro, o dinheiro seria a gasolina, sem ele você não vai para frente. Mas a vida não pode ser um passeio por postos de gasolina. Essa é uma metáfora dele, que gostei muito.

■2- Crie mais valor do que você captura. Você precisa ganhar dinheiro, mas para ser sustentável, é preciso que sua rede (clientes, fornecedores, etc) também ganhem dinheiro.

■Um exemplo bom, e exagerado, é do Bernie Madoff, que foi o cabeça de um golpe bilionário no mercado financeiro recentemente.

■Um outro exemplo, positivo, é o Grameen Bank, do “banqueiro dos pobres”. Ele ganha dinheiro com o negócio dele, mas ao ganhar está ajudando aos outros, e muito.

■Não se preocupe se outros ganham dinheiro com seu sucesso. Isso é bom. Ele conta que muitos ficaram ricos aplicando os conhecimentos que ele espalha nos livros editados pela editora O’Reilly. Um ficou bilionário. Ele acha isso bacana. Desconfio que é porque: a-adora o que faz, b-também ganha dinheiro, c-ele tem um estilo de vida bacana.

■Usa a Microsoft como exemplo. Segundo ele, no passado, ela criava mais valor do que capturava. Agora captura mais do que cria. Por isso tanta gente não gosta da MS atualmente. Diz que ela precisa se reinventar, focando em capturar valor, mas criar mais do que coleta para si própria. Achei bem pertinente esse exemplo. O Google pode estar indo pelo mesmo caminho.

■Desenvolva algo simples, e faça com que evolua, melhore com o tempo.

■3- Mire no longo prazo. Não pense apenas no hoje e no amanhã. Pense em dez anos. Pense no que você vai lembrar quando estiver velho.

■A vida passa muito rápido. Nunca ninguém falou no leito de morte que queria ter passado mais tempo no escritório, ou que se arrependia de não ter ganhado mais dinheiro. Como diz o título de um dos filmes mais antigos que já vi, “Do mundo nada se leva”.

■Os EUA, onde ele vive, passa por uma crise. Não apenas financeira, mas de realidade. Uma bolha de realidade. Nos últimos anos, muitos ganharam dinheiro (e muito) apenas em esquemas (legais, mas não sustentáveis) de especulação. Sem criar valor.

Para finalizar, e resumir. Tim O’Reilly é o fundador e CEO de uma das principais editoras de tecnologia dos EUA. Além de livros, edita livros eletrônicos, realiza conferências e programas de treinamento. Seu slogan e mantra é: “Changing the world by spreading the knowledge of innovators“.



Sorte ou Azar...só o tempo dirá

Um jovem agricultor foi para a cidade assistir a uma cavalaria passar. O capitão da cavalaria percebeu que o garoto estava entusiasmado com tantos cavalos passando pelas ruas. Ele se aproximou e perguntou se o rapaz queria de presente um potrinho. O jovem não hesitou em aceitar a oferta.

Chegando em casa, pai e filho fizeram um curral e colocaram o potrinho. O vizinho vendo a movimentação, falou com o pai:

- Seu filho é um menino de sorte, ele foi ver a cavalaria e ganhou de presente um cavalinho.

O pai respondeu:

- Sorte ou azar, somente o tempo dirá.


O tempo passou o potrinho se tornou um cavalo e vendo a cancela do curral aberta, fugiu. O vizinho aproximou-se do pai e disse:

- Seu filho é de azar, o cavalo foi embora.

O pai respondeu:

- Sorte ou azar, somente o tempo dirá.

Passando algum tempo o cavalo volta rodeado de cavalos selvagens. Cavalos selvagens não têm donos. O vizinho aproximou-se do pai e disse:

- Seu filho é de sorte. O cavalo trouxe outros cavalos para dentro do seu curral.

O pai respondeu:

- Sorte ou azar, somente o tempo dirá.

Um belo dia, ao tentar domesticar um cavalo selvagem, o filho caí e quebra a perna. O vizinho novamente fala com o pai:

- Interessante, seu filho foi para a cidade, ganhou o potrinho, o potrinho virou um cavalo, ele fugiu e trouxe vários cavalos. O jovem vai domesticar o cavalo selvagem e quebra a perna. Seu filho é de azar.

O pai respondeu:

- Sorte ou azar, somente o tempo dirá!

Veio a guerra e todos os filhos dos fazendeiros foram convocados para ir a combate. Somente o filho do fazendeiro não foi para a Guerra.

Tem situações que acontecem dentro de uma empresa, que pensamos ser azar, principalmente quando é trocada a liderança. Quando na verdade pode ser um começo de sorte e oportunidades. Saiba lidar com as mudanças indesejáveis que acontecem na sua vida e tire proveito de cada uma delas.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Casamento uma união que pode dar certo!!!

Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.

Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter o casamento por tanto tempo.

Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo. Como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.

Hoje em dia o divórcio é inevitável. Não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.

O segredo do casamento não é harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar. se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo, no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar. Voltar a cortejar, voltar a se vender seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?

Sem falar nos inúmeros quilos se se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos em um único mês, porque vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso só pode ser feito sem que você separe do seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos delas (e talvez os seus), são seus próprios moveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separá se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro, e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar estes pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos da união anterior.

Não existe esse tal “estabilidade do casamento”, nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por ai tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

Autor: Sthephen Kanitz

A remuneração influencia a superação de desafios?

Os fatores que interferem direta ou indiretamente na performance dos profissionais tem levado ao surgimento de várias vertentes de estudos no campo organizacional. Há, por exemplo, quem defenda que a motivação do indivíduo, não importa o segmento em que ele atua, vem de dentro para fora. Ou seja, a pessoa torna-se responsável por estar ou não satisfeita e cabe a ela tomar ações que impactem no seu dia a dia. Por outro lado, existem os que afirmam que a empresa deve realizar ações que permitam ao funcionário ver novos horizontes na sua rotina de trabalho e, dessa, maneira, garanta a retenção de talentos.

Tanto a primeira quanto a segunda alternativa ganham adeptos no meio corporativo. Para as empresas que optam por investir em estímulos motivacionais, o incentivo aos funcionários pode ser evidenciado através das chamadas remunerações extras com base nos resultados. Ou seja, o profissional tem seu salário garantido ao final de cada mês, mas a partir de uma iniciativa da companhia, um incentivo pode ser acrescentado com base na superação de metas pré-determinadas. Quem acredita nesse tipo de incentivo é a Percepttiva - agência de publicidade que atual há 16 anos nos mercado, com matriz no estado do Rio de Janeiro e escritórios nas cidades de Belo Horizonte/MG e Brasília/DF.

Há dez anos que a "remuneração extra" foi instituída pela Percepttiva, explica Eduardo Ribeiro, sócio-diretor de operações da empresa, como forma de incentivar os profissionais a superarem desafios e, ao mesmo tempo, possibilitar à empresa uma alternativa eficaz para reconhecer o esforço das pessoas pela busca constante de resultados melhores.

Vale ressaltar que as metas mensais são repassadas no início do ano para cada colaborador, através de reuniões conduzidas dos gestores. Geralmente, no 15º dia do mês seguinte, os colaboradores são informados sobre os resultados e caso seja percebido que os mesmos serão insatisfatórios, os líderes reunem-se com suas equipes para traçar estratégias e encontrar uma solução para reverter a situação considerada negativa.

"Além dos líderes que sempre estão atentos aos resultados, acompanho o controle mensal bem detalhado, que chega às minhas mãos através de duas ferramentas. A primeira tem como base o faturamento e a segunda tenho acesso, quando o setor financeiro me envia todo o início de mês o Demonstrativo do Resultado do Exercício e o Flash, tudo o que foi recebido, do mês anterior para avaliação dos resultados. Isso, inclusive, facilita o controle sobre a inadimplência", cita Eduardo Ribeiro.

Graças à iniciativa de remuneração extra, os funcionários podem receber valores que variam de 300 a 2 mil reais de comissão, dependendo das metas conquistadas. Já o pagamento do benefício sempre ocorre no dia 15 do mês seguinte, pois primeiro é preciso realizar o "fechamento" do mês anterior e conferir todas as informações com calma, para que não ocorram erros nos cálculos.

A implantação do processo - Quando a diretoria da empresa optou por adotar a remuneração extra para os funcionários, sabia que não seria um processo tão simples e rápido. Diante disso, a companhia optou por contratar uma consultoria e isso acrescentou para a Percepttiva a oportunidade de amadurecer muito em termos de Gestão de Processos e de Pessoas. De acordo com Eduardo Ribeiro, essa decisão tornou-se um diferencial para o êxito da iniciativa, já que os profissionais receberam o apoio da consultoria e em meses, a prática estava funcionando bem e gerando benefícios para quem atuava na organização.

Talentos encantados - Eduardo Ribeiro comemora o fato da longa permanência dos colaboradores no quadro da organização. "Profissionais que vêem a empresa crescer e, ao mesmo tempo, crescem com ela, por que iriam sair?", questiona. Quando indagado sobre a importância de se adotar iniciativas como essa, o sócio-diretor de operações diz que ações dessa natureza reduzem a distância existente entre as divisões hierárquicas, uma vez que permite a formação de uma equipe mais coesa e motivada. Para ele, o reconhecimento torna-se fundamental porque os funcionários motivam-se e todos têm a percepção de que uma empresa que divide seus lucros com eles mostra credibilidade e comprometimento com o capital intelectual.

Na filosofia de gestão da Percepttiva, a adoção de iniciativas dessa natureza é fundamental para manter os índices de satisfação interna positivos. "Trabalhamos muito sob pressão, até em virtude do nosso ramo de atuação, lidamos diariamente com prazos curtos e momentos de estresse. Por isso, o benefício em cima dos resultados é um prêmio, uma conquista por todo o esforço envolvido. Dessa forma, conseguimos um ambiente interno melhor, mais produtivo e profissionais satisfeitos", sinaliza, ao enfatizar que a permanência de tempo dos colaboradores na agência é significativa e alguns funcionários estão na empresa há mais de 15 anos. Inclusive, a empresa conta com um plano de carreira e um exemplo claro dos resultados pode ser conferido através de vários exemplos. A empresa possui estagiários que tiveram ascensão e hoje são gerentes e até mesmo diretores. O funcionário mais antigo da casa ingressou como office-boy e atualmente está à frente da diretoria de um departamento.

Gestão de RH e homoafetividade: mudanças sutis no trato com as pessoas

Desde épocas remotas homens e mulheres têm lutado por direitos fundamentais e vitais e a partir do momento que os magistrados e a sociedade abriram os olhos para o universo homossexual, esses direitos deixaram de ser exclusividade de homens e mulheres para serem também de todos aqueles que fazem das empresas fonte de renda, riqueza e lucro.

Um dos temas mais debatidos atualmente é a questão homoafetiva e a busca por igualdade de direitos. No contexto atual a sociedade voltou-se para discutir, opinar e repensar esse assunto delicado, polêmico e ainda repleto de preconceitos.

O dia 05 de maio de 2011 tornou-se uma data história para os brasileiros, pois nesse dia o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu os direitos resultantes da união entre homossexuais, passando a tratar esse relacionamento como uma unidade familiar. O reconhecimento de direitos de casais gays foi unânime e a ministra Cármen Lúcia afirmou que "contra todas as formas de preconceitos há a Constituição Federal".

Todos sabem que a opção sexual de qualquer indivíduo pertence somente a ele, e principalmente no ambiente organizacional esse não deve ser fator motivador de exclusões, demissões ou qualquer tipo de diferenciação. Porém, na prática a história é bem diferente. A quantidade de ações trabalhistas movidas na justiça por homossexuais demonstra como as pessoas estão mais esclarecidas dos seus direitos e como as empresas sabem pouco ou quase nada sobre o colaborador homoafetivo.

O teor dessas ações envolve desde a forma como o colaborador é recebido na empresa pelos seus superiores (às vezes com desprezo e indiferença), até agressões verbais, psicológicas e físicas. Há casos em que o colaborador percebe que a merecida promoção ou aumento de salário não foram concedidos por causa da sua opção sexual.

Para a Procuradora do Trabalho, Dra. Thereza Cristina Gosdal o preconceito constitui uma atitude interior do indivíduo ou grupo, uma ideia pré-concebida acerca de algo ou alguém. O preconceito conduz à discriminação e, normalmente, está relacionado à ausência de conhecimento sobre a realidade do outro, do diferente. Segundo Thereza Cristina é o que acontece, por exemplo, quando deixamos de contratar uma pessoa com deficiência, por entendermos que não tem a desejada capacidade laboral, avaliando-a por suas limitações, não por suas habilidades.

Os conflitos decorrentes da opção sexual do colaborador envolvem aspectos muito sutis e até complexos. Dentre esses aspectos podemos citar: a imagem da empresa perante a sociedade, o papel social e familiar da empresa e os próprios valores organizacionais.

No ambiente organizacional que envolve culturas e valores tão variados, surge esse novo perfil de cliente interno e com todas essas mudanças morais e sociais aparece também a dúvida: As organizações e os gestores estão realmente preparados para atender esse novo público?

O trabalho evoluiu muito rápido e suas exigências ficaram cada vez mais complexas. Os gestores de RH passaram a ser agentes direitos de transformação e do diálogo (organização x pessoas), portanto, devem sempre observar se as diretrizes da empresa, seu posicionamento e as políticas de RH abrem margem para preconceitos, constrangimentos ou exclusões. Para tantos cabe aos gestores conhecerem a fundo a Constituição Federal, as Leis Trabalhistas, as normas dos planos de saúde, previdenciários e seguros de vida, bem como revisar fichas cadastrais, traçar o perfil organizacional e multiplicar a necessidade de respeitar a diversidade e os indivíduos como eles são.

Hoje um dos maiores desafios para os gestores de RH é o de integrar de forma harmônica pessoas tão diferentes (no seu jeito de pensar o que é certo ou errado), com o jeito de ser da organização e de seus líderes. Esse desafio também serve para que as empresas se diferenciem no mercado, mantenham o clima organizacional favorável e retenham os melhores talentos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O falso líder

A busca incessante por lideranças que façam a diferença para o negócio, só tende a aumentar. Mesmo as empresas que já contam com líderes capacitados, que levem suas equipes a terem um ótimo desempenho, continuarão na constante captação de novos talentos e investirão na formação dos líderes do futuro. Apesar dessa visível preocupação focada nas lideranças, há ainda quem detenha o "título" de líder, mas que na verdade, no dia a dia, não consegue nem dar um norte às próprias atividades quanto mais a uma equipe formada por pessoas com experiências e competências comportamentais completamente diferenciadas. Infelizmente, ainda, há pessoas que conseguem "driblar" a real visão de que pertencem ao grupo dos que apenas delegam ordens, mas que nunca conseguirão segurar o "leme" dos profissionais que estão sob suas responsabilidades. Abaixo, seguem algumas características dos falsos líderes.

1 - "Eu sei de tudo. Dou conta do meu departamento e não preciso de modismos". Um verdadeiro líder sabe que seu desenvolvimento precisa ser constante. E mais: o aprendizado não ocorre somente de maneira formal, através de treinamentos. O gestor precisa ser autodidata e reconhecer que sempre é possível aprender com aqueles que formam seu time.

2 - Se a empresa institui um Programa de Desenvolvimento de Lideranças, o "pseudogestor" entra em pânico e é o primeiro a levantar a "bandeira da resistência". Tenta convencer os demais gestores de que essa ação, desenvolvida pelo "tal RH", é apenas para mostrar serviço e finca os "pés" na zona de conforto.

3 - Caso a área de Recursos Humanos procure o "falso líder" para dar respaldo às suas atividades ou, então, firmar parcerias que visem o bem-estar da equipe, torna-se visível a repulsa. Para ele, o RH nada tem a fazer em seu departamento e deve preocupar-se apenas com assuntos burocráticos. A "moda" de RH Estratégico é passageira e sua equipe não necessita de intrusos para atrapalhar.

4 - Quando uma atividade mais complexa precisa ser desenvolvida, o falso líder convocar um ou dois membros da sua equipe para realizar o trabalho. Determina prazos, mas não acompanha o processo. Ao final, cobra o conteúdo produzido, dirige-se à diretoria para cumprir das determinações e, em momento algum, cita que contou com a "ajuda" de terceiros. Os "louros" recaem sobre sua cabeça, o que garante a sua permanência no cargo de "liderança".

5 - Outra característica de quem se autointitula de líder, mas que na prática passam bem longe, é acreditar que todos que estão ao seu redor cobiçam sua colocação na empresa. Quando identifica alguém que pode destacar-se e chamar a atenção dos dirigentes, imediatamente providencia o desligamento do profissional porque se sente ameaçado.

6 - Para o falso líder, a comunicação interna é pura perda de tempo. E indaga: "Por que parar para conversar com a equipe, se as pessoas terão que parar suas atividades por uma hora ou até menos? Todos têm que continuar a todo o vapor em suas atribuições, afinal são pagos para trabalhar e não para conversar, mesmo que os assuntos estejam relacionados à superação de metas.

7 - E por falar em metas, quando o "falso líder" percebe que seu setor ficará abaixo das expectativas da empresa, utiliza um estimulo motivacional, no mínimo, bizarro. Apela para gritos, ameaças de demissão e chega a cometer ações consideradas como assédio moral.

8 - A política de Portas Abertas para o "falso líder" só deve ser colocada em prática se a outra pessoa detém o título de liderança, é seu superior ou alguém que comparece à empresa para tratar de assuntos do seu próprio interesse

9 - Se uma equipe é o reflexo do seu gestor, aqueles que estão sob o julgo da "falsa liderança" apresentam sinais preocupantes para qualquer empresa como, por exemplo, desmotivação, situações de conflitos constantes entre os pares, presenteísmo, absenteísmo e baixo desempenho.

10 - Um péssimo hábito de um "falso líder" também se apresenta quando o processo de avaliação de desempenho chega às suas mãos, para que ele cumpra o papel de analisar a performance dos liderados. Ao invés de considerar os pontos fortes e aqueles que precisam ser trabalhados em cada pessoa que compõe o time, faz elogios apenas com quem esporadicamente simpatiza e deteriora a imagem dos demais colaboradores, mesmo que tenham uma atuação digna de elogios.



O que não perguntar em um processo seletivo

É através de um processo de recrutamento e seleção que às organizações chegam aos profissionais que se tornarão o diferencial para o negócio, pois são as pessoas que conduzem as decisões, tomam iniciativas que resolvem problemas como também ações que geram situações de conflito. Por isso, o momento da contratação precisa ser conduzido com extremo cuidado e por profissionais que saibam como utilizar as ferramentas que envolvem todo o processo, inclusive, a entrevista de seleção. No entanto, é comum observar que alguns selecionadores cometem deslizes como, por exemplo, na aplicação de perguntas descabidas aos candidatos. Seja por falta de tempo para estruturar a entrevista - com foco nas competências exigidas na vaga em aberto ou por falta de experiência -, o fato é que perguntas "deslocadas" fazem o recrutamento cair no descrédito e um valioso tempo seja desperdiçado. Escolhi algumas perguntas abaixo que já ouvi serem usadas R&S, mas que deveriam ficar guardadas a "sete chaves" na última gaveta ou, melhor, deletadas das seleções. Confira 10 delas:

1 - Você pode falar sobre sua vida? - Uma pergunta como essa, feita para qualquer candidato abre espaço para que a resposta dada pela pessoa nada tenha a ver com a vaga em aberto. Isso porque, além de passar a ideia de que o selecionador não se preparou para a entrevista, deixa margens para que o candidato fale sobre qualquer assunto e deixe de mencionar, por exemplo, competências que ele detém e que são valiosas para a empresa contratante.

2 - Como foi seu relacionamento na adolescência com seus pais? - Esse é outro questionamento que deveria passar longe de um processo seletivo, afinal a relação entre o candidato e os pais dele é uma questão pessoal. Além disso, provavelmente, ninguém dirá que teve conflitos sérios com seus genitores ou responsáveis.

3 - Na escola, o que mais o irritava nos professores? - Imagine uma pergunta dessas para um candidato. O mínimo que passará pela mente do profissional é: o que tem isso a ver com a vaga que desejo? Será que vão levar em consideração que eu detestava o professor de matemática?

4 - O que você mais gosta e o que detesta na vida? - "Vou responder como um bom menino. Lógico!". Diante de uma pergunta como essas, o candidato pode afirmar que o que mais preza é a família, os bons costumes, a natureza. E o que mais abomina: a violência, a fome, o analfabetismo, entre outro.

5 - Você quer fazer parte da nossa equipe? - Que candidato responderia negativamente a essa pergunta? Se ele está disputando a vaga é porque, no mínimo, precisa pagar suas despesas ou porque deseja novos desafios. Muitos podem nem acreditar, mas perguntas como essa ainda são feitas nos processos de seleção.

6 - Sua profissão tem valor para você e os outros? - Qual profissional diria que sua profissão não vale um "tostão furado"? O que ele pode falar é que cada vez mais procura aprimorar conhecimentos, porque sua atividade é fundamental para a empresa.

7 - Entrar em nossa organização o assusta? - É muito mais sensato questionar quais os atrativos que levaram o profissional a se interessar por fazer parte da equipe da empresa. Quem vai responder que algo o assusta, principalmente quando se quer conquistar uma oportunidade no mercado?

8 - O que você faria para tirar nossa empresa do buraco? - Quem respondesse: "Eu daria todo o meu suor", "Trabalharia 24 horas seguidas", "Deixaria de lado todos os feriados", estaria mostrando sinais visíveis de desespero frente ao desemprego. Só atuando no dia a dia é que o profissional sabe de que forma ele pode contribuir para o crescimento corporativo.

9 - O que o faria detestar seu futuro líder? - Ninguém em sã consciência diria algo contra o futuro gestor. Imagine se o candidato respondesse: "Não suporto o líder que desvaloriza o processo de feedback". Se a empresa não adota essa prática, certamente o profissional seria eliminado do processo, sem chance alguma de mostrar seu valor ao contratante.

10 - Se outra proposta surgisse agora, você abandonaria nossa seleção? - "Deixar essa empresa por outra? Nunca". Lógico que quem concorre a uma vaga não afirmará que deixará a empresa na primeira oportunidade que surgir.


Então, antes de fazer determinadas perguntas durante um processo seletivo, é preciso estruturar o processo e de preferência, ao lado do gestor em que o recém-contratado irá se reportar.



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Você tem Experiência?

No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: 'Você tem experiência?'

A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e com certeza ele será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia e acima de tudo por sua alma.

Redação Vencedora:

 
Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.

Já me queimei brincando com vela.

Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.

Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.

Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.

Já passei trote por telefone.

Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo.

Já confundi sentimentos.

Ja peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.

Já me cortei fazendo a barba apressado.

Já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.

Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.

Já subi em árvore pra roubar fruta.

Já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas.

Já escrevi no muro da escola.

Já chorei sentado no chão do banheiro.

Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando.

Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.

Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.

Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.

Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.

Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua.

Já gritei de felicidade.

Já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.

Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas...

Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?' Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?

(Publicado no jornal interno do RH - Volkswagen do Brasil - nome do candidato não mencionado)